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O Ministério de Assuntos Internos e Comunicações acabou de divulgar nesta sexta-feira dados mostrando o índice de preços ao consumidor (IPC) do Japão subindo, que marca seu quarto mês consecutivo de aumentos depois de mais de um ano de declínio.

O IPC nacional do país para todos os itens aumentou em 0,4% para 100,3 em abril, superando os 0,2% em março, enquanto seu IPC principal subiu também em 0,3% para 100,1, mas não atingindo as previsões dos analistas de 0,4%.

A variação mensal ajustada sazonalmente total do Japão cresceu em 0,1% enquanto seu IPC principla permanece o mesmo indicando que muitas companhias permanecem cautelosas com o aumento dos preços por medo de desencorajar as famílias sensíveis ao custo.

Os fatores subjacentes ao aumento do número de abril foram as altas de 0,9% adquiridas pelos preços dos alimentos, eletricidade, água e combustível.

A educação seguiu o impulso de 0,7% para 102,5, enquanto os preços dos bens ganharam significativamente também 0,8% para 100,3.

O maior declínio foi o de utensílios de mobílias e domésticos perdendo tanto quanto 0,9% para 99,6 ano-a-ano.

Habitação, roupas e calçados escorregaram respectivamente 0,2% para 99,8 e 0,1 para 103,4.

Enquanto alguns economistas locais disseram que o aumento dos preços ajudará os políticos com sua luta para estimular os gastos dos consumidores e elevar a tediosa recuperação econômica do Japão, outros pensam de forma diferente.

Alguns estão dizendo que na realidade os altos preços foram principalmente devidos à redução dos impactos do preço da energia que caiu no ano passado.

O Bank of Japan

Por outro lado, o Bank of Japan (BOJ) ainda não está pronto para lidar com questões depois de anos de estímulo monetário intenso para cumprir sua meta de inflação de 2%.

De acordo com Takeshi Minami, os varejistas estão sob pressão para aumentar os preços devido aos salários e lucro das famílias que não estão adicionando muito fazendo com que eles cortem custos, mantendo os salários baixos.

Ele acrescentou que o ciclo econômico positivo ainda não entrou em vigor e que o banco possivelmente manterá sua política monetária ultra-frouxa por enquanto.

O BOJ continuou com sua meta da taxa de juros de curto prazo em menos 0,1% e prometeu manter o rendimento da dívida pública de 10 anos em cerca de zero por cento.

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De acordo com seu relatório trimestral das perspectivas econômicas, o BOJ elevou sua avaliação da economia dizendo que a economia do Japão está no caminho certo para uma expansão justa em função do crescimento econômico global e da recuperação da demanda doméstica.

O BOJ acredita também que a economia do país provavelmente continuará com seu desenvolvimento moderado.

Muitos analistas agora esperam que o próximo movimento do banco seja uma redução em vez de uma expansão de seu estímulo monetário.

Mas os representantes do BOJ têm apontado que qualquer redução no estímulo não seria para agora destacando o fato de que a inflação ainda está longe de sua meta.

O banco começará a intensificar seus salários e preços em um esforço para cumprir a meta de inflação de 2% em torno do ano fiscal de 2018.

Previsão

De acordo com o BOJ, o IPC principal do Japão deverá crescer 1,7% no ano fiscal de 2018, que se encerra em março de 2019, indicando que o banco provavelmente não alcançará sua meta de inflação de 2% durante o mandato do governador Haruhiko Kuroda até abril de 2018.

Por outro lado, o banco acredita que a inflação atingirá 2% em algum ponto no ano fiscal que termina em março de 2019 uma vez que a situação do mercado de trabalho melhora o que causará um aumento nos salários.

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