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Os preços do petróleo despencaram para seus níveis mais baixos desde 2017 na sexta-feira, empurrados pelo aumento de excesso de oferta nos estoques de petróleo em meio à uma previsão econômica desfavorável.

Os futuros de petróleo Brent para entrega em janeiro estavam em baixa de 1% para US$ 61,95 por barril, após marcar seu nível mais baixo desde dezembro de 2017 de US$ 61,52 no início da sessão.

Os contratos de janeiro dos futuros do West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caíram 2,5% para US$ 53,24 um barril, após cair perto de uma mínima de outubro de 2017 atingida no início da semana.

Em meio à queda, a volatilidade do preço do Brent e o WTI caiu em novembro, movendo-se em torno de níveis não vistos desde a crise financeira da 2008-2009 e o declínio do mercado de 2014-2016.

 

Aumento do Fornecimento de Petróleo e Desaceleração Econômica Global Atingem Preços.

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O enfraquecimento nos preços do petróleo ocorre mesmo com os mercados esperando que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) comece a limitar o fornecimento após uma reunião definida para ocorrer em 6 de dezembro.

Adaptando-se à demanda mais baixa, os maiores exportadores de petróleo da Arábia Saudita declararam na quinta-feira que poderá cortar o fornecimento, com o Ministro de Energia Saudita, Khalid al-Falih, declarando que a demanda de janeiro para o país seria menor e que eles não venderão petróleo que os clientes não precisem.

O país está pressionando os cortes da produção de petróleo em até 1,4 milhões de bpd da OPEP e o maior grupo conhecido com OPEP+, que inclui 24 produtores, para prevenirem um excesso de oferta. O grupo se encontrará em Viena em 6 de dezembro para discutir a política de fornecimento para os próximos seis meses.

O banco dos EUA disse que viu uma grande oportunidade de que a OPEP chegue a um acordo para equilibrar o mercado em 2019, acrescentando que isto provavelmente apoiaria os preços do petróleo nos altos US$ 50, pelo menos a curto prazo

A diferença entre o petróleo dos EUA e o internacional é a de que os estoques norte-americanos estão obstruindo o sistema e pesando nos preços de lá, enquanto os mercados globais estão ligeiramente mais apertados, parcialmente devido às exportações mais baixas do Irã como um resultado das sanções recentemente impostas pelos EUA.

Ainda, o fornecimento de petróleo mundial cresceu em 2018, com os três maiores produtores – os EUA, a Rússia e a Arábia Saudita – produzindo mais de um terço do consumo global, que está em aproximadamente 100 milhões de barris por dia (bpd).

Além disso, parte do problema são as várias isenções para as sanções do Irã aprovadas pelos EUA, uma vez que tais isenções significariam que uma grande quantidade do petróleo iraniano continuará circulando no mercado.

Um banco de investimento dos EUA declarou que o mercado tem um período difícil estabelecendo um piso de preço a medida que está atualmente excessivamente ofertado.

A alta produção ocorre a medida que a previsão da demanda caiu como resultado de uma desaceleração econômica global.

As ações em Xangai tiveram perdas significantes em cinco semanas na sexta-feira em 2,5% em meio às preocupações com o crescimento econômico da China e as dúvidas sobre a probabilidade do presidente Xi Jinping e o presidente dos EUA, Donald Trump, chegarem a um acordo de descalonamento na guerra comercial entre a China e os EUA quando eles se encontram na próxima semana.

Os preços perderam cerca de 30% desde as suas últimas altas em outubro, quando a produção global começou a subir acima do consumo no quarto trimestre deste ano, quebrando um período de insuficiência de oferta que começou no primeiro trimestre do ano passado.

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