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O grupo Anglo-Holandês, Unilever, não conseguiu atingir as expectativas de vendas do quarto trimestre na quinta-feira, enquanto o fabricante de bens de consumo lutava com a inflação na Argentina e o crescimento de volume estável nos mercados desenvolvidos.

Para o mais recente trimestre, a Unilever disse que o lucro líquido anual estava em alta de 51% para € 9,8 bilhões (US$ 11,21 bilhões), comparado com o crescimento de lucro de € 6,5 bilhões publicado em 2017.

Entretanto a companhia apontou para o cenário difícil do mercado ao longo do ano anterior, particularmente as desvalorizações cambiais e os crescentes custos de commodities que pesavam sobre a demanda.

As ações da Unilever caíram mais de 2% logo após a abertura de mercado na Europa. A ação estava por fim em baixa de 1,8% para £3.976,56.

Desaceleração Na América Latina

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Em relação ao crescimento de vendas subjacente, Unilever reportou aumento de vendas de 2,9%, fechando abaixo da estimativa média dos analistas de 3,5%, de acordo com uma previsão de consenso fornecida pela empresa.

O fabricante com sede em Londres, que está tentando que está tentando mudar em relação à um plano rejeitado de 2018 para alterar sua sede do Reino Unido para a Holanda devido aos temores com a incerteza em torno do Brexit, declarou que as vendas do ano inteiro estariam no nível mais baixo de sua variação de previsão de 3 à 5%.

O chefe executivo da Unilever, Alan Jope, disse que eles esperam que o crescimento será na média de 3 à 4%, que é menor do que a orientação em curso e reflete basicamente alguma volatilidade nos mercados emergentes, notadamente na América Latina.

Jope explicou que o problema real é a volatilidade nos mercados emergentes, quando nós vemos desaceleração notável em lugares como a Argentina, Brasil e Sudeste Asiático, é por isto então que eles entram na menor faixa de crescimento.

A companhia vê também crescimento contínuo na margem operacional subjacente e outro ano de forte fluxo de caixa livre e disse que permanecia no caminho para suas metas de 2020.

Unilever citou a Argentina, que conta com 2,5% do seu negócio total, como a razão para a fraqueza no quarto trimestre. A hiperinflação no país resultou em um aumento de preço de mais de 50% e deixando, portanto, o volume com uma queda de mais de 20% no trimestre.

Em grande parte, o volume de vendas nas Américas foi insípido, enquanto a melhoria nos preços foi ofuscada pelo declínio do volume. O mesmo na Europa, mas as vendas do grupo subiram 0,8% na região.

 

De modo geral, as vendas subjacentes da Unilever nos mercados desenvolvidos avançaram apenas 0,4% no quarto trimestre.

A empresa viu declínios na França e as pressões de concorrência na América do Norte, particularmente em sorvete e maionese será a principal causa da queda.

Para o ano inteiro, a Unilever reportou turnover de €49,6 bilhões (US$ 57,05 bilhões), excluindo seus negócios alienados, com as vendas subjacentes somando 3,1% em linhas com as expectativas.

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