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As ações do fabricante americano de aviões, Boeing Co, foram atingidas na quarta-feira após a China ter anunciado que imporá tarifas sobre os produtos feitos nos Estados Unido que incluem aeronaves.

Em uma resposta direta às tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, o ministro chinês do comércio disse que implementaria tarifa de 25% sobre o valor de US$ 50 bilhões das exportações dos EUA, com os 106 produtos afetados consistindo de aeronaves, soja, produtos químicos e automóveis.

Como esta tem sido a situação desde que as preocupações com uma guerra comercial surgiram, as indústrias foram as mais afetadas. O preço das ações da Boeing caiu5,6% para US$ 312,24 na negociação pré-mercado, após a decisão da China. As ações, que fecharam 2,6% mais altas à US$ 330,85 na terça-feira, ganhou 12% este ano.

A data exata de início para as novas tarifas não foi ainda definida. O país já implementou encargos sobre cerca de US$ 3 bilhões das importações dos EUA na segunda-feira.

As taxas pelo governo de Trump são esperadas para afetar principalmente o espaço aéreo chinês, tecnologia e indústrias de maquinário. Outras atingiria equipamentos médicos e material educacional, como recursos de encadernação.

 

Problemas das Tarifas da Boeing

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A tarifa coloca a Boeing em uma situação arriscada frente à seu principal rival, Airbus SE no setor de melhor venda de corredor único. As ações da Airbus estavam em baixa em 1,1% à €92,52. A Boeing e Airbus não comentaram sobre a decisão da China.

A China declarou tarifas sobre aeronaves pesando 15.000 quilogramas (kg) e 45.000 kg, que incluiria alguns dos modelos de sua série 737.

O fabricante de aeronaves da China é vital para a Boeing, uma vez que 50% dos aviões comerciais no país são aeronaves da Boeing. A companhia com sede em Chicago disse que sua aeronave 737 e o A320 da Airbus representarão provavelmente 75% do mercado total em 20 anos.

O fabricante de aviões afirmou também em setembro que a demandar por aeronaves na China provavelmente crescerá e precisará de 7.240 novos aviões que vale aproximadamente US$ 1,1 trilhão durante as próximas décadas até 2036, em contrapartida com sua previsão anterior de 6.810 aviões até 2035.

As ações da Boeing têm sido pressionadas nas semanas recentes, uma vez que a questão sobre uma possível guerra comercial entre os EUA e a China continuaram.

Entretanto alguns pesquisadores de ação descreveram os problemas da tarifa do fabricante de aeronaves como sendo exagerado. Eles disseram antes da mais recente declaração da China que mesmo se houver alguns cancelamentos de aeronaves comerciais da companhia aérea com sede na China, a Boeing é flexível o suficiente para antecipar as entregas de outros clientes.

A companhia espera que clientes de todo o mundo precisarão de mais de 41.000 novos aviões nas próximas duas décadas, com a China sendo o principal impulsionador da demanda. Uma associação comercial de companhias aéreas do mundo disse que o país estará adicionando 921 milhões de passageiros até 2036, impulsionando a demanda ainda mais por aeronaves.

 

Foi relatado na semana passada que o China Southern Airlines Group está definido para receber 309 aeronaves nos próximos três anos. A Boeing também está programada para entregar 71 aeronaves para a companhia aérea este ano. Até agora não houve nenhum sinal de que este acordo esteja em risco.

 

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