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A China está em risco de uma crise bancária, de acordo com o relatório divulgado pelo Banco de Compensações Internacionais no domingo.

O relatório incluiu um estudo sobre os primeiros sinais de uma crise bancária. Ele descobriu que a dívida da China excedia um montante que poderia acabar em uma queda do sistema. A dívida foi medida por um intervalo do crédito para o PIB. O estudo também descobriu que a segunda maior economia do mundo possui um alto nível de taxa de serviço da dívida, tornando seu sistema bancário mais vulnerável.

O intervalo do crédito para o PIB mede a diferença entre a porcentagem de dívida em uma economia e o comércio de longo prazo dessa porcentagem. O número mais alto indica que a dívida cresce a um ritmo que não é saudável para a economia.

Enquanto isso, o taxa de serviço da dívida pertence ao montante do dinheiro usado para reembolsar os empréstimos. O dinheiro vem de uma proporção de renda. A proporção mais alta sugere que os mutuários assumiram demasiada dívida do que o que sua renda pode acomodar.

Além disso, o relatório do BIS descobriu que o Canadá e Hong Kong correm o risco de uma crise bancária. Os riscos nessas duas economias foram causados, em parte, pela escalada dos preços dos imóveis.

O Banco Popular da China, o Banco do Canadá e a Autoridade Monetária de Hong Kong não emitiram um comentário sobre o relatório.

No entanto, o BIS afirmou que o relatório não significa definitivamente que a China, o Canadá e Hong Kong estão entrando em uma crise.

"(Os indicadores) foram calibrados com base na experiência passada e não podem levar em conta as mudanças institucionais e econômicas mais amplas que ocorreram desde as crises anteriores", afirmou o BIS. O BIS é um grupo de bancos centrais em todo o mundo.

"Por exemplo, o uso muito mais ativo de medidas macroprudenciais deveria ter fortalecido a resiliência do sistema financeiro a um busto financeiro, mesmo que não tenha impedido a acumulação dos sinais habituais de vulnerabilidades", afirmou o BIS com sede na Suíça.

 

Outros Alertas

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O alerta que vem do BIS não é o primeiro órgão internacional a emitir tais reivindicações para a China.

Em dezembro, o Fundo Monetário Internacional identificou três "grandes tensões" no sistema financeiro da China que poderiam prejudicar a economia do país.

Por outro lado, as autoridades chinesas já reconheceram esses riscos. Eles também tomaram medidas para abrandar a acumulação de dívidas mesmo antes do lançamento do relatório do FMI. O país acelerou esses esforços em 2017 através do fortalecimento da supervisão regulatória. Eles também fecharam uma série de lacunas na economia.

Entre os principais passos adotados foi a criação de um "super regulador financeiro" para coordenar a supervisão dos setores bancário, de valores mobiliários e de seguros. O governo chinês tentou proibir os emissores de produtos de gerenciamento de riqueza de fornecer garantias implícitas aos investidores.

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