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A fabricante alemã de automóveis BMW pode não ter escolha além de fechar duas unidades fabris do Reino Unido e pôr milhares de empregos em risco, caso o acordo do Brexit atinja a cadeia de suprimento da companhia para o Mini e o Rolls-Royce.

 

O gerente de alfândega da BMW, Stephan Freismuth, declarou que a BMW seria pressionada a reconsiderar a produção em suas quatro plantas no Reino Unido, na qual produz os veículos do modelo Mini e Rolls-Royce, junto com os motores e partes do corpo, se a produção para na fronteira.

 

Brexit Ameça Componentes Importados da BMW e Empregos do Reino Unido

 

Como muitas fábricas de carros britânicas, a empresa de sede em Munique depende fortemente de componentes importados, com cerca de 90% das partes usadas nos modelos britânicos da BMW vindo do continente europeu.

 

Somado a isso, mais de 80% dos Minis e 90% dos Rolls-Royces são exportados, enquanto sua planta de motores em Hams Halls fornece motores para um certo número de fábricas da BMW na Alemanha.

 

Freismuth disse que a BMW queria continuar suas operações em suas Fábricas no Reino Unido e que estava trabalhando em planos de contingência. Desde o ano de 2000, a BMW investiu aproximadamente de £2 bilhões (£2,65 bilhões) em suas operações britânicas.

 

Cerca de 60% dos 378.000 minis construídos pelo grupo no ano passado foram produzidos em sua principal fábrica em Oxford.

 

Porém, Freismuth advertiu que qualquer atraso na importação de suas peças custaria muito dinheiro e prejudicaria o chamado método de produção ‘just-in-time’.

 

A estratégia da produção just in time envolveria peças chegando nas fábricas horas antes de elas serem necessárias na linha de montagem para prevenir supercarregamento de peças, e assim minimizando custos.

 

Se as peças do continente europeu forem pegas nas filas alfandegárias depois do Brexit, as fábricas seriam incapazes de desempenhar suas atividades com a eficiência e confiabilidade que são requeridas.

 

Os atrasos também poderiam fazer com que as fabricantes de automóveis a fizessem algumas mudanças com suas operações britânicas, que poderiam ser o estabelecimento de maiores depósitos no Reino Unido, ou a busca de assistência por fornecedores domésticos de peças.

 

Um porta-voz do governo britânico declarou que estava confiante de assegurar um bom acordo com a União Europeia que concederá o comércio mais livre e sem atritos com seus vizinhos europeus.

 

O governo está trabalhando com o setor para colocar o Reino Unido na vanguarda das novas tecnologias automotivas, para garantir que eles fiquem com o objetivo de escolha para investimentos futuros, acrescentou o porta-voz.

 

Ainda assim, a BMW alertou que a atual incerteza sobre as alfândegas continua sendo motivo de preocupação, e que a falta de clareza nas negociações do Brexit não é útil quando se trata de tomar decisões de negócios de longo prazo.

 

Além da ameaça potencial do potencial atraso de importações de peças, há também a perspectiva de 8.000 funcionários da BMW no Reino Unido estarem em risco de perder seus empregos por causa do acordo do Brexit.

 

A fábrica da montadora em Hams Hall, sua instalação de prensagem de metais em Swindon e a fábrica de produção em Oxford, atualmente emprega cerca de 6.300 pessoas.

 

Uma porta-voz da BMW disse que continua comprometida com suas operações de manufatura na Grã-Bretanha e continua administrando os negócios como de costume, enquanto avalia uma série de possíveis resultados da Brexit e seu impacto potencial em seus negócios.

 

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