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A Boeing chegou a um acordo com a FedEx por 24 aeronaves de carga avaliado em US$ 6,6 bilhões, conforme renascimento do mercado de fretes aéreos continua a crescer.

 

A transportadora de pacotes planeja acrescentar 12 cargueiros 767 de médio porte e 12 aeronaves de carga do maior modelo, o 777, em sua agenda de pedidos, declarou a fabricante de aeronaves sediada em Chicago, nesta terça.

 

Espera-se que a demanda de fretes aéreos aumente em 4% este ano, de acordo com a International Air Transport Assossiation (IATA). O ano passado foi o melhor para o ramo desde 2010, com o crescimento do tráfego mais que dobrando para 9%, três vezes o crescimento em capacidade.

 

Pedidos da FedEx

 

A FedEx, sediada em Memphis, Tennesse, vem usando novos pedidos de aeronaves para substituir os cargueiros antigos, assim como seus trimotores McDonell Douglas MD-11s, para melhorar a eficiência de consumo de combustível e confiabilidade sem acrescentar muita capacidade à sua frota de aeronaves cargueiras, disse o diretor de operações, David Bronczeck, em uma teleconferência com analistas.

 

Ele também disse que isso pode mudar conforme a demanda por aeronaves de carga comece a crescer.

 

“Acrescentamos poucos planos incrementais aqui ao passar dos anos,” disse ele. “Por outro lado, se continuarmos a ver um forte crescimento como estamos vendo agora, poderemos usá-los para aumentar a capacidade.”

 

Os pedidos da FedEx chegam quase quatro meses após a concorrente United Parcel Service dizer que tinha pedido 14 jatos de carga Boeing 747-8 adicionais.

 

Após definhar por maior parte da década, as entregas aéreas globais recuperaram-se fortemente ano passado, estimuladas por vendedores online e o pelo forte mercado. A tendência proporcionou uma nova elevação para a linha de jatos wide-body da Boeing, que incluem os modelos de 747 jato e 747 jumbo.

 

Além disso, os temores recentes de uma possível guerra comercial entre os EUA e os principais parceiros comerciais - incluindo a China, a União Europeia e o Canadá - levantaram a preocupação de que a recuperação da carga aérea possa falhar. De fato, os dados mensais mais recentes divulgados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) indicam uma desaceleração.

 

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Aeronave Boeing da FedEx vista aterrissando na pista do aeroporto Internacional de Changi em 19 de julho de 2017.

 

Popularidade Nova

 

No mês passado, a Boeing anunciou planos para aumentar a produção anual do 767 em 20%, para 36 aviões em 2020. O jato antigo está ganhando nova popularidade como um cargueiro de médio porte, preferido por empresas como Amazon.com e FedEx.

 

Esse seria o terceiro aumento na taxa de produção mensal desde o início de 2016 para um jato mais conhecido por abrir viagens transcontinentais para jatos bimotores nos anos 80.

 

O acordo para a nova aeronave será adicionado ao site de pedidos e entregas da Boeing, uma vez que "certas contingências" tenham sido atendidas, disse a Boeing. A FedEx já aguarda entregas de 53 dos cargueiros 767 e 6 dos aviões de carga 777 da Boeing. Os aviões seguem para a FedEx Express, o principal negócio de entrega de pacotes da empresa, que voa em aviões de carga em todo o mundo.

 

O cargueiro 777 tem um preço de lista de US$ 339,2 milhões, enquanto seu equivalente 767 é vendido por US$ 212,2 milhões. A Boeing já havia recebido 28 pedidos este ano para seus cargueiros de fábrica, no valor de US$ 9,49 bilhões, a preços de tabela, antes dos descontos habituais.

 

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