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A empresa norte-americana Boeing está pronta para assumir o negócio de US$ 4,75 bilhões do conglomerado aeroespacial brasileiro Embraer SA, enquanto as duas empresas formam uma aliança que poderia reviver o duopólio entre a Boeing e sua rival européia Airbus SE.

 

A criação do acordo põe fim ao longo cortejo da Embraer pela Boeing. A transação deverá ser concluída até o final de 2019, aguardando as aprovações necessárias.

 

Como parte do acordo, o grupo sediado em Chicago terá 80%, avaliados em US$ 3,8 bilhões da nova joint venture, enquanto o conglomerado paulista terá os 20% restantes. A nova empresa também está prevista para gerar cerca de US$ 150 milhões em redução de custos anuais antes dos impostos no terceiro ano.

 

Analistas afirmaram que a união da Boeing com a Embraer representa a maior mudança no mercado aeroespacial global em décadas, fortalecendo as companhias de aviação ocidentais contra os recém-chegados da China, Rússia e Japão.

 

Por meio da aliança, o diretor-presidente da Boeing, Dennis Muilenburg, disse que eles estão em uma posição ideal para oferecer um grande valor para os clientes, funcionários e acionistas da Embraer, bem como para o Brasil e os EUA.

 

Os dois planejadores também pretendem criar uma outra joint venture para apoiar e criar novos mercados, bem como aplicativos para produtos e serviços de defesa, particularmente a aeronave de transporte militar KC-390 da Embraer, com base em resultados estabelecidos em conjunto.

 

A Boeing há muito vem tentando formar um pacto com a Embraer, mas o governo brasileiro vinha rejeitando suas tentativas, já que o governo era altamente sensível a um acordo que se concentra principalmente na unidade de negócios de defesa da Embraer.

 

A Embraer, sendo uma grande fabricante de sistemas militares, está profundamente envolvida com a indústria de defesa do Brasil e é considerada uma campeã tecnológica nacional.

 

Assegurar a aprovação do governo poderia eliminar o obstáculo final para a criação de uma longa e negociada fusão entre a Boeing e a Embraer.

 

Boeing-Airbus Duopólio

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A adesão da Boeing-Embraer, se continuar, também aumenta as chances de restabelecer o duopólio entre a Boeing e a Airbus.

 

Isso poderia significar que a CSeries da Bombardier, que é apoiada pela Airbus, poderá enfrentar uma concorrência mais forte, já que a aliança da Boeing com a Embraer oferece à fabricante de aviões dos EUA a oportunidade de ser a nova líder de mercado no mercado de jatos menores.

 

O porta-voz da Airbus afirmou que o anúncio da Boeing-Embraer confirma o potencial do mercado na categoria de 100 a 150 assentos e que a Boeing e a Embraer estão seguindo a Airbus e a Bombardier.

 

A Boeing e a Airbus competem há muito tempo no grande mercado de aeronaves, enquanto a Embraer e a canadense Bombardier eram rivais no mercado de aeronaves menores.

 

No entanto, quando a Bombardier introduziu o CSeries e a Embraer seguiu o exemplo com seu jato comercial E195-E2, ambos mostraram que podem subir acima de sua estação.

 

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