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Preços do petróleo cru Brent aumentaram para suas máximas desde novembro de 2014 na segunda-feira, antes das sanções contra o Irã, que é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, ou OPEP, que entrarão em vigor no próximo mês.

Os futuros de referência de petróleo cru Brent escalaram tanto quanto US$ 83,27 por barril e estavam em US$ 83,21, mais altos 48 centavos, ou 0,6% em relação ao seu último fechamento.

Os futuros de petróleo West Taxas Intermediate dos EUA estavam 32 centavos mais altos, ou 0,4%, à US$ 73,57 por barril.

Os preços do WTI foram impulsionados por um relato na sexta-feira de uma estagnação da plataforma de perfuração nos Estados Unidos, que indica uma desaceleração na produção do petróleo dos EUA, que rivaliza com os principais produtores do mundo, Rússia e Arábia Saudita.

O Brent foi pressionado pelas sanções iminentes contra o Irã, que estão definidas para começarem a ser impostas no setor petroleiro a partir de 4 de novembro.

O Banco ANZ declarou na segunda-feira que “o mercado está vendo os preços do petróleo em US$ 100 por barril.”

Enquanto isto, os fundos de hedge elevaram suas no petróleo dos EUA na semana até 25 de setembro, que é um sinal de que o mercado está se preparando para mais aumento dos preços. Isto foi de acordo com os dados US Commodity Futures Trading Commission (CFTC), aumentando os futuros e as posições de opções em Nova York e Londres em 3.728 contratos para 346.566 durante o período.

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A Sinopec da China disse que está cortando em pedaços seus carregamentos de petróleo cru iraniano este mês, manifestando ainda o impacto das sanções dos EUA sobre o Irã e o mercado. A China é o maior comprados do petróleo iraniano.

Se as refinarias chinesas cumprirem com as sanções dos EUA mais do que o esperando, então é provável que o equilíbrio do mercado irá apertar ainda mais de forma agressiva. Disse Edward Belle, que é um analista de commodity no banco Emirates NBD, em uma nota divulgada no domingo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou para King Salman da Arábia Saudita durante o final de semana e falou sobre as maneiras de manter um fornecimento suficiente uma vez que as exportações do Irã forem atingidas pelas sanções dos EUA.

“Até que fornecimento considerável seja oferecido pela OPEP, em última análise, os investidores continuarão a ampliar ainda mais os limites,” disse Stephen Innes, que é o chefe de negociação para a Ásia Pácifico na corretora de futuros Oanda em Cingapura. “Mesmo se eles (Arábia Saudita) desejassem atender aos desejos do Presidente Trump, quanta capacidade adicional o reino tem?”

Innes acrescentou ainda que o mercado encontraria a resposta muito em breve uma vez que aproximadamente 1,5 milhões de barris (por dia) de petróleo iraniano está “efetivamente entrando em vigor em 4 de novembro.”

“Se o mercado sentir que a capacidade da Arábia Saudita está limitada em 10,5 milhões de barris por dia... os preços do petróleo irão disparar com a meta de preço de US$ 100 por barril de fato um alvo favorável,” explicou Innes.

Com os preços do petróleo saltando, há preocupações com o seu efeito inflacionário sob o crescimento da demanda, especialmente nos mercados emergentes da Ásia onde moedas enfraquecidas estão contribuindo também para elevar os custos de importação do combustível. Há também preocupações com disputas comerciais entre os Estados Unidos e outras grandes economias, particularmente a China e o crescimento econômico em 2019 poderão também ser prejudicados.

Enquanto isto, no Japão, a confiança no negócio entre os grandes investidores diminuiu no trimestre mais recente para seu nível mais baixo em quase um ano, uma vez que as empresas foram afetadas pelo aumento dos custos da matéria-prima e uma vez que as condições comerciais mundiais ficaram piores.

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