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Na segunda-feira, cerca de 2 milhões de residentes da Mongólia foram convidados a votar em um novo presidente na abertura de mesas de voto em toda a Mongólia. A eleição ocorre em meio às preocupações atuais sobre corrupção e posição econômica do país.

Reeleição não é permitida

Uma vez que o presidente da Mongólia pode ser eleito por dois mandatos (portanto, apenas uma reeleição é permitida), o atual presidente Tsakhiagiin Elbegdorj não pode concorrer a mais uma reeleição, uma vez que ele já foi presidente por dois mandatos.

Os três partidos políticos elegíveis para nomear seus candidatos presidenciais são o Partido Popular da Mongólia (MPP, sigla em inglês, com cerca de 65 cadeiras das 76 no Parlamento), o Partido Democrata (DP, sigla em inglês, com cerca de 10 cadeiras no Parlamento) e o Partido Revolucionário do Povo da Mongólia (MPRP, sigla em inglês, com uma cadeira no Parlamento) e isso é de acordo com a Lei sobre Eleições.

Dois Cavalos Na Corrida da Eleição

Os eleitores estão esperando que a eleição se concentre em dois candidatos, Miyeegombo Enkhbold do MPP e Khaltmaa Battulga da DP. O terceiro candidato, Sainkhuu Ganbaatar, pode ganhar votos suficientes apenas para forçar uma segunda rodada.

Candidatos enfrentam acusações de corrupção

Todos os três candidatos presidenciais estão enfrentando alegações de corrupção. Enkhbold, durante seu mandato como prefeito foi difamado por acusações difundidas sobre a corrupção das reformas agrárias e se tornou rico por desviar do país.

Outro candidato presidencial, Battulga, que atuou como ministro da indústria e agricultura em 2012 a 2014, também foi atormentado por polêmicas de corrupção envolvendo o parque mega-industrial para processar os minerais bruto da Mongólia, bem como a ferrovia multimilionária que também provocou polêmicas, afirmando que a elite governante construiu o projeto para manter o país dependente da China.

O último entre os candidatos à candidatura presidencial é Ganbaatar, que estava envolvido em uma polêmica de video mostrando que ele recebeu doações ilícitas de campanha de um membro da Igreja da Unificação (um grupo cristão com sede na Coréia do Sul que se acredita ser um culto). Os candidatos políticos na Mongólia estão proibidos de receber dinheiro de organizações estrangeiras ou mesmo indivíduos.

 

Economia da Mongólia

O país foi considerado como uma das economias de crescimento mais rápido da Ásia no passado, no entanto, como o investimento estrangeiro e as exportações de commodities sofreram uma queda, isto deixou o país lutando para pagar suas dívidas. O governo, também, tem sido generoso em seus gastos assim, a economia continua lutando com desequilíbrios econômicos contínuos.

Até mesmo recebeu um resgate de US$ 5,5 bilhões do Fundo Monetário Internacional em maio do ano em curso.

Slogan do Candidato à Presidência  

À medida que os três candidatos presidenciais mostram suas plataformas eleitorais, todos eles prometeram retirar o país da situação atual e estão prometendo restaurar a economia para sua situação próspera. Além disso, todos estão abertos a reavaliação de relações com os países vizinhos da Mongólia, incluindo a China.

"A Mongólia unida vencerá" é o slogan de Enkhbold e Battulga está jurando que ele irá restaurar a dignidade da Mongólia. O terceiro declarou que ele ganhará porque dedicou seu coração à Mongólia.

Conclusão

Como o Banco Mundial declara, para a Mongólia garantir um crescimento sustentável e inclusivo e alcançar uma redução significativa na pobreza, ela precisa melhorar e reforçar sua governança. A capacidade institucional deve ser assegurada para gerenciar eficientemente as receitas públicas e poder efetivamente gastar, investir e economizar seus recursos. A eleição é uma maneira concreta de transformar a economia para melhor.

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