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O euro caiu na segunda-feira após notícias sobre a decisão da chanceler alemã, Angela Merkel, de renunciar a posição de presidente do partido da União Cristã Democrática.

Frente ao dólar, o euro caiu 0,2% para 1,1378. A moeda caiu 0,4% para atingir uma mínima do dia de 1,136 no início da sessão após fontes do partido anunciarem que Merkel não concorrerá a reeleição como presidente do CDU em dezembro.

O euro tem estado sob pressão porque ela é vista como uma força pró-Europa apesar de ser uma negociadora agressiva quando se trata de dar injeção de liquidez, disse o estrategista monetário Ulrich Leuchtmann.

Merkel tem liderado o CDU desde 2000, tornando-se um dos seus presidentes que serviram por mais tempo. Ela tornou-se a primeira mulher chanceler da Alemanha em 2005 e pretende permanecer no posto até seu mandado encerrar em 2021.

Desde aquele ano, Merkel tem tido grande destaque no cenário europeu, ajudando a guiar a União Europeia (UE) através da crise da zona do euro e abertura das portas para imigrantes fugindo da guerra no Oriente Médio em 2015, uma medida que ainda divide a UE e a Alemanha.

Entretanto, relatos do plano de Merkel de renunciar poderá dar início a uma corrida para o CDU encontrar seu sucessor.

A decisão de Merkel veio depois do CDU ter tido perdas importantes nas eleições regionais no domingo que colocou a estabilidade da coalizão do governo em risco. O CDU foi confirmado como o maior partido do estado de Hesse, embora tenha sofrido seu pior resultado desde 1966 uma vez que perdeu 10 pontos em relação a sua votação anterior em 2013.

Se o CDU continuar a sofrer e Merkel perde a confiança de seus membros, em algum momento Merkel poderá sofrer votação para sair do parlamento.

A próxima eleição da Alemanha está definida para ser realizada em 2021.

A fraqueza de Merkel em casa pode também a impedir de liderar a UE em um momento que o bloco está lidando com o Brexit e uma crise orçamentária na Itália.

Dólar Atinge Máxima de 10 Semanas Ante Preocupações Com O Crescimento Global

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O dólar dos EUA, enquanto isto, registrou uma máxima de 10 semanas na segunda-feira ante as preocupações com o crescimento global influenciado pelos mercados.

O índice dólar dos EUA, uma medida da força do dólar dos EUA frente à uma cesta se seis importantes moedas, subiu 0,2% para US$ 96,41 após subir 0,7% na semana passada quando atingiu uma máxima de 10 meses.

O dólar encontrou suporte uma vez que as ações mundiais tiveram venda em massa este mês, empurradas pelas preocupações com os resultados corporativos e as incertezas geopolíticas.

O co-chefe de mercado cambial, Zach Pandl, declarou que reflete provavelmente um número de fatores incluindo posicionamento de compra do dólar, até o final desta semana, algumas re-precificações modestas das expectativas do Federal Reserve.

Tarifas em duelo impostas pelos EUA e a China deixaram também o dólar mais alto. O mercado assumiu que enquanto a economia dos EUA será prejudicada pelo comércio reduzido, o prejuízo será menor do que em seus aliados comerciais.

Manter a oferta no dólar esta semana será uma continuação dos fortes dados dos EUA, de acordo com o estrategista chefe de FX, Chris Turner, acrescentando que ao mesmo tempo, eles estarão observando desenvolvimentos na China.

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a economia dos EUA desacelerou menos do que o esperado no terceiro trimestre, uma vez que os gastos do consumidor aumentaram para o seu nível mais forte em quase quatro anos e uma vez que um aumento no investimento em estoque balancearam as perdas nas exportações de soja.

 

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