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O Facebook está iniciando uma nova e mais rígida proteção de privacidade para os usuários antes da apresentação da Regulamento Geral de Proteção de Dados da Europa. Porém, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, não promete que todos os usuários americanos serão beneficiados com as futuras mudanças.

Semana passada, o Facebook anunciou um pacote preliminar de mudanças, que estará disponível mundialmente. Apesar disso, Zuckerberg não se comprometeu com o RGPD, efetivamente recusando fazê-lo padrão para a rede social ao redor do mundo.

Em uma declaração, Zuckerberg disse que o Facebook esteve trabalhando em uma versão dos direitos de proteção de dados que funcionaria globalmente. Ele traria um pouco da proteção à privacidade europeia ao mundo. Entretanto, Zuckerberg não divulgou que parte da lei europeia ele não imporia à nível mundial.

“Nós ainda estamos cravando os detalhes disso, mas isso seria direcionalmente, em espírito, a coisa inteira”, disse Zuckerberg, recusando elaborá-la.

Isso implica que alguns usuários podem encontrar-se com proteção de privacidade mais fracas que a dos usuários europeus.

Grupos de advocacia privada vem pressionando o Facebook e outros rivais do Vale do Silício, como a Alphabet e o Google, a seguirem a Lei de Dados europeia globalmente, mas não obtiveram sucesso.

“Nós queremos que o Facebook e o Google e todas as outras companhias adotem imediatamente nos Estados e em todo o mundo qualquer nova proteção que eles implementem na Europa”, disse Jeff Chester, diretor executivo do Centro de Democracia Digital.

Mesmo que o Facebook tenha apresentado suas muito esperadas mudanças para cumprir com o RGPD, a gigante da tecnologia também vem se apressando para revelar um segundo conjunto de ferramentas de privacidade que seguem os arquivos da Cambridge Analytica. A Cambridge Analytica descobriu que a companhia não fornecia qualquer informação clara, assim como e por que dados de usuários foram compartilhados à terceiros.

A última mudança permitiu que os usuários do Facebook removessem aplicações da plataforma do Facebook em grandes quantidades. Anteriormente, a integração com desenvolvedores externos causou a remoção de dados da plataforma do Facebook. Estes dados eventualmente caíram nas mãos da Cambridge Analytica, que é uma consultoria eleitoral.

Atualmente, ao lado das ferramentas anteriormente prometidas, o Facebook permite limpar suas configurações de privacidade. A ferramenta anterior incapacitou os usuários de desativar aplicativos se eles não tivessem sido usados em três meses.

 

Zuckerberg Vai Testemunhar em 11 de Abril              

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Zuckerberg está convocado a testemunhar antes do Comitê do Comércio e Casa da Energia Americana em 11 de abril, de acordo com a declaração do júri.

“Esta audiência será uma oportunidade importante para esclarecer as críticas sobre os problemas da privacidade de dados dos consumidores e ajudar todos os americanos a entenderem melhor o que acontece com suas informações pessoais online”, disse o Presidente republicano do júri Greg Walden e o principal democrata Frank Palone.

Em fevereiro passado, 13 cidadãos russos enfrentaram ações judiciais por usar o website, assim como outras redes sociais, para interferir nas eleições presidenciais americanas de 2016. Agências de espionagem americanas alertaram que a Rússia tentaria se intrometer novamente nas eleições de 2018, usando as mídias sociais para proliferar propagandas.

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