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Os preços do petróleo declinaram nesta sexta na medida em que os investidores mantiveram a cautela com a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que ocorre próxima semana em Viena.

 

Os futures da West Texas Intermediate (WTI) para contrato em julho ficaram em queda de 1,4%, em US$ 65,91 por barril, enquanto os futures internacionais de referência do Brent bruto para entrega em agosto caíram em 1,8%, para US$ 74,52 por barril.

 

As mudanças vieram conforme os preços do petróleo bruto foram prejudicados pela perspectiva da OPEP desfazer os cortes de produção, uma vez que enfrenta uma potencial desvantagem de oferta da Venezuela e uma possível queda nas exportações de petróleo no Irã, à medida que as sanções dos EUA se aproximavam.

 

Ambos os contratos alcançaram máximas de três anos e meio em maio, mas desde então têm caído devido a alta da produção de petróleo bruto dos EUA, e conforme a OPEP, Rússia, e seus outros aliados pareceram estar preparados para aumentar suas produções em suas reuniões em Viena, no dia 22 de junho.

 

Isso deixou os investidores desconfiados em tomar novas decisões, com a expectativa de que o mercado de petróleo continue a experimentar uma mudança limitada frente da reunião crucial.

 

Arábia Saudita e Rússia Indicam Maior Fornecimento de Petróleo

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Arábia Saudita e Rússia indicaram um aumento na produção nesta quinta, com o ministro de Energia russo, Alexander Novak, declarando que conversou com ministro de energia da Arábia, Khalid Al-Falih, em Moscou, e que ambas as nações concordaram em princípio a amenizar gradualmente os cortes de produção.

 

Novak disse que em geral, eles apoiam a mudança, mas as específicas terão que ser discutidas com os ministros em uma semana, acrescentando que uma possível aproximação envolveria aumentar a produção gradualmente em 1,5 milhões de barris por dia, iniciando em 1º de julho. Muitos analistas preveem deve ser acordado um aumento da produção.

 

O acordo da OPEP, que começou em janeiro de 2017, exigiu uma redução de 1,8 milhão de barris por dia (bpd) da produção global para combater o excesso de oferta e melhorar os preços. O acordo está definido para expirar até o final de 2018.

 

No entanto, ver os preços do petróleo atingirem os patamares mais altos nos últimos anos pode significar que a OPEP está pronta para abrandar sua produção, e os mercados estão se preparando para os efeitos negativos que podem ocorrer.

 

Dados mensais recentes divulgados revelaram que a produção total dos países da OPEP ganhou 35.000 bpd em maio, para 31,87 milhões bpd.

 

A decisão sobre se a OPEP elevará a produção em 1 milhão bpd ou não será estabelecida durante a reunião em Viena em 22 de junho.

 

Além da iminente reunião da OPEP, os comerciantes também estão aguardando a contagem semanal da plataforma de petróleo de Baker Hughes para quaisquer indicações de crescimento da oferta de petróleo dos EUA.

 

Dados da Energy Information Administration (EIA) mostraram que os estoques de petróleo dos EUA caíram 4,13 milhões de barris na semana encerrada em 8 de junho, superando as previsões de 1,440 milhão de barris.

 

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