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Os preços do petróleo subiram na segunda-feira, após os dados divulgados na semana passada, que mostraram que os estoques de petróleo nos EUA caíram para o menor nível em até três anos. A escalada do atrito comercial entre os EUA e a China, duas das maiores economias do mundo, continuou sendo o foco central entre os participantes.

Os contratos futuros de petróleo bruto WTI para entrega em agosto foram negociados a US$ 74,8 por barril, ou 0,38% acima do fechamento anterior. O Futuros de petróleo Brent, com sede em Londres, para entrega em setembro também foi maior, com alta de 0,47%, negociado a US$ 77,48 por barril.

Os estoques em Cushing, que é o ponto de entrega dos futuros do petróleo nos EUA, despencaram para o menor patamar em três anos e meio, de acordo com os dados mostrados na quinta-feira.

"Cushing está claramente gritando por bruto, com a demora de alguns meses mais de US$ 2 backwardated", afirmou Virendra Chauhan, que é analista da Energy Aspects, sediada em Cingapura.

 

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros países participantes firmaram um acordo no início deste mês, dando luz verde para um impulso modesto na produção.

 

Em meio a tudo isso, os negociadores ainda estavam cuidadosos com a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. Isso é verdade mesmo quando os analistas sugeriram que as preocupações do que os preços do petróleo seriam prejudicados pela guerra comercial que lentamente se desvaneceu.

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Na sexta-feira, as tarifas dos EUA sobre bens chineses de US$ 34 bilhões foram implementadas. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que outros US$ 16 bilhões em impostos de importação devem entrar em vigor depois de algumas semanas. Ele também disse que está pensando em pagar mais impostos de US$ 500 bilhões em produtos chineses se a retaliação for feita por Pequim.

 

A China respondeu prontamente e impôs tarifas na mesma quantidade de valor aos produtos dos EUA. O Ministério do Comércio da China declarou que não tinha escolha a não ser responder aos EUA, que, segundo eles, "lançaram a maior guerra da história econômica".

 

Em outras notícias, o ministro do Petróleo do Irã acusou Trump no fim de semana de insultar a Opep ao ordenar que aumentasse a produção e baixasse os preços. Ele acrescentou que a produção de petróleo e as exportações do país não mudaram apenas por causa da pressão dos EUA.

 

"Sr. Trump envia a cada dia uma nova mensagem que cria incertezas no mercado”, disse o ministro iraniano de Petróleo, Bijan Zanganeh, em uma entrevista. "O pedido de Trump aos membros da OPEP para aumentar a produção é um grande insulto a esses governos e nações e desestabiliza o mercado".

 

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