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Os preços do petróleo subiram na quarta-feira, uma vez que investidores mudam seus focos para os mais recentes dados de estoque de petróleo cru dos EUA, após receio sobre os planos da Arábia Saudita e Rússia para aumentar a produção, empurrando para baixo o petróleo cru na sessão mais cedo.

Os futuros de Brent de referência internacional para entrega em agosto estavam em alta de 0,2% para US$ 75,67 por barril. O Brent tinha perdido 7% em relação a sua máxima de 2014 acima de US$ 80 por barril na semana passada.

Futuros de petróleo West Texas Intermediate dos EUA para contrato de julho ganhou 0,07% para US$ 66,78 por barril.

Os preços do petróleo escorregaram aproximadamente 2% na terça-feira, enquanto investidores temiam o plano da Arábia Saudita e Rússia de produzirem mais petróleo cru para impedir uma possível escassez no fornecimento.

Os investidores estão esperando agora os números do fornecimento de petróleo cru comercial dos EUA para avaliarem a força da demanda do maior consumidor de petróleo do mundo.

 

O Instituto Americano de Petróleo (API, sigla em inglês) está definido para divulgar seu relatório semanal no final do dia, enquanto os dados oficiais do estoque do petróleo cru dos EUA da Administração de Informação de Energia (EIA, sigla em inglês) será publicado na quinta-feira em meio a previsões de um ganho de fornecimento de 2,2 milhões de barris.

 

Arábia Saudita e Rússia discutem o aumento da produção de petróleo

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Arábia Saudita, o líder de fato da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), e o maior produtor, a Rússia, falaram sobre o aumento na produção de petróleo da OPEP e não-OPEP em 1 milhão de barris por dia (bpd) no segundo semestre do ano para compensar uma possível escassez de fornecimento da Venezuela e Irã.

 

O plano deixou o mercado de petróleo em alto a procura de proteção em níveis mais baixos do que o atual preço de futuros, caso a Opep realize um rápido aumento na produção.

A discursão, juntamente com relatos de um aumento nos fornecimentos de petróleo cru dos EUA também deixou sob pressão os futuros de petróleo cru na semana passada. A produção dos EUA tem crescido sem parar em mais de um quarto nos últimos dois anos para 10,73 milhões de bpd, aproximando-se de superar a produção da Rússia de 11 milhões de bpd.

Enquanto isto, o Irã é esperado para impelir os déficits até o final deste ano quando as sanções comerciais serão implementadas. O país produz 4% do fornecimento de petróleo global.

 

A crise econômica em curso de escassez de alimento e uma inflação muito mais alta na Venezuela deixou também a produção do país no seu nível mais baixo em dez anos. Nos meses recentes, a produção no estado da América Latina caiu para cerca de 1,4 milhões de bpd ou quase 40% desde 2015.

A OPEP está definida para se reunir em Viena em 22 de junho para discutir sobre como eles irão lidar com os déficits para limitar a produção de petróleo que os produtores da OPEP e não-OPEP liderados pela Rússia estabeleceram no ano passado, em um esforço para elevar os preços e resolver o excesso de oferta.

Alguns analistas demonstraram cautela em relação ao plano, enquanto os detalhes ainda devem ser especificados.

Uma pesquisa do setor de energia disse que a natureza e a magnitudes desses esforços, se acontecer não será direta e que a clareza pode levar algum tempo para se materializar, mas há uma chance externa de que mais informações sejam conhecidas até o final da semana.

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