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Os preços do petróleo americano caíram nesta quinta depois de 3 anos e meio de altas à medida em que Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita mentem suas altas produções. Porém, interrupções de fornecimento não planejadas em todos os lugares e a demanda recorde causaram um grande declínio.

 

Os futures de petróleo bruto da americana West Texas Intermediate ficaram em US$ 72,42 por barril, 34 centavos de queda, ou 0,5% menor em relação ao último ajuste. O WTI alcançou seu maior nível desde novembro de 2014, ao preço de US$ 73,06 por barril, na última sessão.

 

Os futures de petróleo bruto do Brent ficaram em US$ 77,40 por barril, uma queda de 22 centavos, ou 0,3% em relação ao fechamento anterior.

 

Os preços do petróleo têm variado muito em 2018 com o aperto das condições do mercado devido a quebra do recorde de demanda e cortes voluntários do fornecimento iniciados pelo grupo de produtores da OPEP dominados pelo Oriente Médio.

 

Interrupções imprevistas no suprimento de Canadá a Líbia e Venezuela, aumentaram estes cortes promovidos pela OPEP e por outros 9 países não membros da OPEP, que inclui a Rússia.

 

Ainda que a produção esteja diminuindo, a produção de petróleo bruto dos EUA se aproxima de 11 milhões de barris por dia.

 

A Rússia e a Arábia Saudita já estão ficando em níveis similares, enquanto espera-se um aumento da produção na medida em que a OPEP e a Rússia aliviem suas restrições de fornecimento. Isto quer dizer que haverá 3 países próximos de ultrapassarem os 11 milhões de barris de petróleo bruto por dia.

 

Isto também quer dizer que apenas três países agrupando um terço do consumo mundial.

 

Mesmo assim, os analistas ainda advertem que o mercado tem pouca capacidade extra de lidar com outras interrupções.

 

“Com os estoques ainda em queda e a capacidade extra inconfortavelmente baixa, existe muito poucos amortecedores para qualquer interrupção de fornecimento causado pelo aumento dos riscos políticos,” disse o banco ANZ em uma declaração nesta quinta.

 

Apesar do aumento da produção americana, os estoques americanos de petróleo bruto comercial caíram por quase 10 milhões de barris na semana até dia 22 de junho, em 416.64 milhões de barris, de acordo com o Energy Information Administration.

 

Os comerciantes esperam que os estoques aumentem nas próximas semanas com uma queda no fechamento do Syncrude do Canadá em mais de 300.000 barris por dia de produção. A interrupção está prevista para pelo menos um mês até julho, de acordo com o operador Suncot.

 

O estoque também foi puxado por causa das altas exportações de quase 3 milhões de barris por dia. Isso veio junto com a atividade doméstica de refinaria atingindo uma taxa de utilização de 97,5%, que é a mais alta em pelo menos uma década.

 

A demanda por petróleo vem correndo após recordes na maior parte de 2018 até agora, mas o futuro parece sombrio em meio à intensificação das disputas comerciais com os Estados Unidos e outras grandes economias, incluindo a União Europeia e a China.

 

"Nossa visão macroeconômica continua predominantemente pessimista", disse Marex Spectron, corretora de commodities.

 

Com outras commodities, os preços do ouro caíram e continuaram a ficar perto de uma mínima de 6 meses, com os comerciantes refletindo sobre o mais recente desenvolvimento do conflito comercial EUA-China.

 

Os futures de ouro para entrega em agosto na divisão Comex da New York Mercantile Exchange caíram 0,27%, para US$ 1.252,80 por onça.

 

A Casa Branca anunciou na quarta-feira que não pretende impor os novos 25% de novos limites à propriedade chinesa em empresas norte-americanas de tecnologia, como publicado no início da semana. Em vez disso, o governo dependeria do recém-aperfeiçoado Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos, ou CFIUS, para lidar com as preocupações.

 

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