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O fabricante multinacional de chips, Toshiba Corp., disse na quarta-feira que não entregará seus resultados auditados do 178º ano fiscal encerrado em março na reuniâo geral de acionistas em 28 de junho.

O grupo com sede em Tóquio explicou que não pode informar aos acionistas sobre as contas ou o relatório comercial, uma vez que ainda não recebeu uma nota de saúde clara do auditor sobre os resultados financeiros deste ano.

A companhia não foi capaz de apresentar seu relatório aos reguladores devido a um certo problema com o auditor PricewaterhouseCoopers Aarata (PwC) desde a data de baixa com a unidade nuclear da Westinghouse.

A Toshiba disse que continuaria trabalhando com seu auditor independente para apresentar seu relatório anual no prazo oficial de 30 de junho.

No entanto, a companhia japonesa informou que a conclusão da auditoria pode demorar mais algum tempo.

O não cumprimento do prazo de junho sem uma extensão colocaria a lista de ações da fabricante de chips já em dificuldades em um risco ainda maior e será questionado ainda mais se as contas a serem enviadas não foram aprovadas pelo auditor.

A bolsa de valores de Tóquio tem observado atentamente o grupo desde meados de março, uma vez que não conseguiu encerrar questionamentos sobre seus controles internos após o escândalo contábil de US$ 1,3 bilhão em 2015.

A companhia disse que estará discutindo sobre a perspectiva de ganhos, a posição do processo de auditoria e o investimento de terceiros em seu negócio de memória na reunião de 28 de junho.

Também solicitará a aprovação dos acionistas da reeleição de conselheiros, pelo período até a reunião de acionistas mais tarde, quando a Toshiba estiver pronta para apresentar os resultados auditados.

Em abril, a Toshiba divulgou seus resultados trimestrais atrasados ​​sem um endosso da auditoria, o que foi uma atitude inesperada que resultou em arriscar-se a retirar a ação da bolsa.

Seguiu-se então a decisão da companhia de substituir seu auditor Aarata da PwC após menos de um ano, uma vez que o conglomerado de fabricação de chips enfrenta dificuldade para obter sua aprovação no relatório financeiro completo.

A PwC foi contratada no ano passado depois que os reguladores japoneses impuseram uma multa contra Ernst & Young ShinNihon, que foi acusado de não identificar as irregularidades contábeis da Toshiba em 2015.

A PwC continuará trabalhando para a Electronics Company e verificará seus ganhos de 2016 por enquanto, apenas até que o fabricante de chips possa encontrar um auditor diferente para o ano fiscal de 2017 até março de 2018.

A companhia também disse que o leilão para o seu negócio da unidade de chips deve ser feito até o final de março de 2018, de modo a garantir que seu capital próprio recupere-se a um nível positivo.

Sem a venda, espera-se que o capital próprio mantenha-se em um valor negativo de ¥540 bilhões por dois anos consecutivos, o que levará a Bolsa de Valores de Tóquio a retirar as ações da Toshiba.

Os analistas disseram que, para cumprir o prazo, a companhia terá que escolher um licitante nos próximos meses para garantir tempo suficiente para a inspeção regulatória dos fiscais da concorrência global.

Enquanto isso, a Toshiba fechou o dia como um dos mais fracos no Nikkei 225, perdendo tanto quanto 3,4% para ¥ 251,5 provocado pelo anúncio sobre a apresentação de seus resultados auditados.

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